sábado, 12 de dezembro de 2020

2020: um ano cheio de comemoracoes

 O titulo deste post soa meio estranho, tendo em vista que 2020 foi - tem sido - um ano tao atipico, de pandemia, lockdown, fronteiras fechadas em todo o mundo, muita gente infectada pelo coronavirus, mortes, inseguranca, medos, incertezas, nao e mesmo? 

Pois e. Mas, justamente por ter sido um ano tao diferente; um ano em que passamos muito mais tempo em casa em familia; um ano em que ver os amigos foi coisa rara... justamente por isso, parece que passamos a dar mais valor aos momentos e as pessoas. 


Foi em 2020 que quase todo mundo foi na porta de algum amigo cantar parabens no dia do aniversario... foi em 2020 que quase todo mundo teve agum evento virtual via Zoom...  Foi em 2020 que paramos para refletir o quanto a vida e fragil e passageira. 

Foi por isso que neste ano eu nao deixei nenhuma data passar em branco. Tivemos brinde a vida ate do peixinho das meninas! E ele, ironicamente, morreu alguns meses mais tarde... mas ai fizemos um funeral pra ele, porque ele fez parte de um pedacinho da infancia delas, e mereceu uma despedida. 





Fevereiro: aniversario do Pedro. Ainda nao estavamos na pandemia, nem impedidos de comemorar com amigos, mas por algum motivo ele preferiu ficar em casa, so comigo e as meninas. Mas teve bolo! 








Abril: fiz um bolo todo colorido e comemoramos os 2 anos do peixinho Slimy. As meninas se divertiram e certamente nao vao se esquecer desse dia! 



Maio: meu aniversario. Ganhei uma festinha surpresa de amigos queridos na porta da minha casa, com direito as presencas da minha mae e meus irmaos nas telas dos celulares. Teve musica, conversa, risadas e lagrimas. Teve bolo! Mas nao teve abraco... 








Junho: eu e o Pedro fizemos 13 anos de casamento. Talvez se fosse um ano como outro qualquer, nao tivesse bolo, brigadeiro e salgadinhos. Mas era 2020. Tivemos tudo isso! 










Agosto: aniversario da Clara. Tivemos um breve "respiro" e o Governo do Canada permitiu que pequenos grupos se reunissem. Aproveitamos para comemorar os aniversarios da Clara e da Bruna, filha dos amigos que fizeram parte da nossa "bubble de 10". 








Novembro: aniversario da Amanda. Comemoracao em familia, no restaurante do resort onde fomos passar uma semana de ferias... (isso vai merecer um outro post. Sim, viajamos na pandemia!)




Dezembro: Amanda ganhou da madrinha dela um bolo de aniversario. Ja e tradicao que a madrinha faz os bolos da Amanda, mas como este ano nao tivemos festa, ela aproveitou a "visita de Natal" que fizemos em seu backyard, de mascaras e distanciamento social, para fazer um bolo delicioso pra Amanda e cantarmos parabens. 



A proxima comemoracao sera o Natal... apenas nos 4, em casa. Mas vai ter festa sim! Vai ter comida gostosa e vai ter muito agradecimento a Deus pela saude de nossa familia neste ano inesquecivel. 

E que venha 2021, com dias melhores e *fingers crossed* abracos!! 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Como conseguimos nosso caozinho no Canada


Este ano tivemos uma experiencia nova por aqui... Aumentamos nossa familia com um cachorrinho! Na verdade foi algo nao exatamente muito planejado. Nunca fez parte do nosso objetivo ter pets. Nao somos (ops, nao eramos) apaixonados por animais, alem de sempre termos ouvido dizer que veterinario no Canada pode ser bem caro. 

Acontece que a Clara sempre gostou muito de bichinhos. Ela e daquelas criancas que seguem os cachorros em parques para fazer carinho. Desde pequena ela sempre nos pediu para ter um puppy, e nos sempre davamos alguma desculpa. Com o tempo, essa vontade dela foi crescendo, e, junto com a vontade, cresceu uma certa frustracao e decepcao quando, ha cerca de cinco anos - quando ela tinha 4 - Clara comecou a desenvolver alergia a cachorros. Era ela passar um tempinho perto de um caozinho, que seus olhos inchavam e ficavam lacrimejantes. Quando iamos na casa de alguem que tem cachorro, sempre levavamos um antialergico para ela, porque certamente ela iria precisar. 

Clara estava relativamente conformada com o fato de nunca poder ter um cachorro, ate conhecer o Google e comecar a fazer perguntas pra ele. Numa dessas pesquisas, durante o comeco da pandemia, ela descobriu que existem cachorrinhos hipoalergenicos. Pronto! A alergia nao seria mais empecilho. Foi entao que ela comecou com o projeto "preciso de um cachorro". Pesquisou todas as racas que se encaixavam no que ela queria: um cachorro bonitinho, nao muito grande, e hipoalergenico. O resultado que mais a agradou foi a raca Havanese. Ela se apaixonou pelos peludinhos. Passava um tempao, todos os dias, olhando fotos de filhotes e falando sobre o dia que ela teria um daqueles. Ela chegava a falar, correr e brincar com o cachorro imaginario. O proximo passo foi apresentar a nova paixao para mim. Nao demorou nada, eramos duas pesquisando, olhando fotos e pirando por causa daqueles pequenos! 

Depois de um pequeno trabalho de convencer o Pedro de que talvez fosse hora de termos um cachorrinho, (afinal de contas estavamos todos em casa, as meninas entediadas, sem escola, as viagens canceladas - ja estavamos com duas viagens canceladas por conta da pandemia), comecou nossa pequena saga da procura do nosso futuro filhote.

Exatamente pelo motivo de alergia, nao consideramos a opcao de adotar. Teriamos que ir atras dessa raca especifica para nao termos problemas. Foi ai que comecou a novidade para mim: comprar cachorro no Canada nao e tarefa das mais faceis! Entrei em contato com uma amiga que havia comprado um filhote havia pouco tempo, para saber onde/como fazer. Entao ela me explicou que aqui temos que tratar direto com os breeders (criadores) da raca especifica. Ela me explicou que os breeders geralmente tem uma lista de espera, e que eles fazem uma pequena entrevista com os futuros possiveis donos, para saber se eles se enquadram no perfil que eles consideram aceitavel. Essa amiga me alertou tambem para ficar longe de Kijiji e afins, ja que por meio dessas ferramentas pode ter muita gente mal intencionada. 

E ai comecou minha participacao na busca do nosso caozinho. Fui pra internet e comecei a estudar os breeders de Havanese da nossa regiao. Aprendi que existem certificacoes, que garantem a "qualidade" dos filhotes. Existem associacoes dos criadores de cada raca. E tudo muito organizado e complexo. Depois de mandar e-mails para praticamente todos os breeders da regiao, sem sucesso (todos com fila de espera de perto de um ano), comecei a explorar os mais afastados... e os ainda mais afastados... ate que mandei e-mail para praticamente todos os criadores de Havanese de Ontario (pelo menos todos os que estavam cadastrados). E o desanimo comecou a bater. Resolvemos tentar outra raca... segundo as pesquisas da Clara, o Shih Tzu tambem se enquadra no perfil de cachorro nao tao grande, bonitinho e hipoalergenico. Estavamos em abril quando consegui conversar com uma breeder de Shih Tzu, e fiquei de entrar em contato com ela novamente em junho para saber se ela me colocaria na lista da proxima cruza de uma de suas cachorrinhas, que seria no comeco de agosto... pelas minhas contas (de leiga), na melhor das hipoteses, teriamos um cachorrinho em casa  no fim do ano. Era quase uma gestacao de um novo membro da familia mesmo. Conversei com as meninas e expliquei que nao tinhamos outra opcao. Com a pandemia, a procura por cachorros aumentou muito, entao deveriamos esperar. 

Sosseguei as meninas, mas eu mesma nao sosseguei. Fui contra as recomendacoes da minha amiga e procurei no Kijiji. Tres picaretas me responderam e fiquei impressionada de ver a cara de pau dessas pessoas, querendo me mandar cachorros inexistentes. Teve um cara que fez ate uma entrevista comigo, contou uma historia dramatica e disse que me daria dois filhotes. Eu so precisaria pagar pelo transporte. 

Nesse meio tempo, soubemos de duas amigas que tem caes da raca Havanese e que os conseguiram numa mesma fazenda, nao muito longe daqui. Os donos dessa fazenda sao Amish, portanto nao estao na Internet, e por isso mesmo eu nao os tinha contactado. Conseguimos o telefone deles e soubemos que - feliz e coincidentemente - uma ninhada havia acabado de nascer, e que poderiamos ir visitar dentro de um mes. 

Segurei a noticia e a ansiedade, e so contamos a novidade para as meninas no dia da visita. 

A fazenda fica proximo a Waterloo, numa regiao com muitas fazendas Amish. Mesmo que nao desse certo a compra do cachorro, ja teria valido o passeio em meio a carrocas e pessoas com roupas e costumes de antigamente. 

Fomos os primeiros a conhecer os filhotinhos! (os donos da fazenda sempre anunciam a venda na internet, com ajuda de um vizinho que tem essa tecnologia, mais proximo de quando os filhotes estao prontos para irem para seus novos lares) Sendo assim, pudemos escolher dentre os 6 da ninhada (5 machos e uma femea) o que mais nos agradasse. Eu estava inclinada a pegar uma femea, e o Pedro preferia macho, pois segundo ele: "ja tem muita mulher aqui em casa!". Acontece que um mesmo caozinho conquistou nossos coracoes. Todos eles eram marrom claro, com excecao do que nos conquistou: um chocolate com bege e branco. 

    Clara com o filhotinho que gostamos, no dia em que o conhecemos, com cerca de 5 semanas de vida


Resolvido! Fcariamos com ele! So precisavamos esperar mais algumas semanas ate que ele fosse vacinado. 

Naquele mesmo dia voltamos pra casa conversando sobre um possivel nome, e todos concordamos (depois de muuuuuuuitas ideias lancadas por todos) com o nome BROWNIE!  

Entao, no dia 12 de junho de 2020, finalmente fomos buscar nosso pequeno! 

Brownie faz 8 meses semana que vem, e ja esta mais do que adaptado a nossa rotina. Quanto a nos... e dificil saber quem e o mais apaixonado por esse caozinho! Ele foi a melhor coisa que nos aconteceu neste ano tao doido e cheio de noticias ruins! 



 

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Criancas poliglotas - tortura ou vantagem?




Mesmo antes de termos filhos, eu sempre defendi a importancia de se manter a ligua mae no dia-a-dia com criancas que vivem num pais de idioma diferente do pais de origem dos pais. Quando viemos pra ca, eu sempre disse que conversariamos somente em portugues em casa, e que eu ensinaria a ler e escrever em portugues quando as criancas ja estivessem alfabetizadas em ingles. 

E assim foi! Desde sempre, so falamos em portugues com as meninas. No caso da Clara, que ficou em casa comigo ate entrar na escola aos 4 anos, o portugues so comecou a causar um certo tipo de stress quando ela passou a falar ingles o dia todo na escola... teve um momento que ela achava mais facil se comunicar em ingles mesmo em casa, entao tivemos que ser firmes e persistentes na nossa escolha. Ela me perguntava algo em ingles e eu, em vez de responder, alertava: "portugues!" - e assim ela se acostumou e percebeu que nao teria outro jeito. 

Ja no caso da Amanda, como eu trabalhava, ela acabou indo para o daycare quando tinha 18 meses... e isso meio que deu um no na cabecinha dela! O dia dela no daycare ela super longo (as vezes ficava la por 10 horas). Quando voltava para casa, era a conta de jantar, tomar banho e dormir. Como em casa a gente so se comunica em portugues, e no daycare ela so ouvia ingles, isso acabou retardando a fala dela. Ela entendia absolutamente tudo nos dois idiomas, mas nao falava! Isso foi um baita alerta para mim, que sempre bati nessa tecla do portugues. A solucao, depois de um ano, foi parar de trabalhar para me dedicar a educacao e desenvolvimento dela. Nao demorou muito, Amanda soltou a lingua nos dois idiomas... e neste ano, em setembro, comecou a ir para a escola "de verdade", mas felizmente ja esta afiadinha no portugues! 

Ao mesmo tempo que eu batia na tecla do portugues, Pedro concordava e batia em outra tecla: a da French Immersion. Eu tinha minhas duvidas, medos e incertezas quanto a colocar as meninas em escola de imersao francesa! Na minha cabeca isso seria torturar as criancas, ja que elas ja seriam bilingues, alem do que, nos nao falamos frances. O Pedro ate que tem uma nocao, pois ja estudou, mas eu sou um zero a esquerda no idioma! Ate que chegou a hora de matricular a Clara no primeiro ano, que e quando tem inicio a imersao, caso as familias optem por isso. Fomos a uma reuniao explanatoria e eu fiquei mais tranquila, ainda que um pouco com o "pe atras". Nessa reuniao foi explicado que o programa de imersao francesa das escolas catolicas aqui da nossa regiao - Durham -  e destinado a familias que nao falam frances! Toda duvida que a crianca venha a ter e sanada em sala de aula. Cedi... ok! Let's give it a try! 

Hoje, com a Clara no quarto ano, eu so tenho a agradecer pela ideia do Pedro. Clara se deu super bem no programa de imersao! Durante os 3 primeiros anos ela teve todas as materias em frances, e somente religiao em ingles. Ela fala direitinho! Eu nao entendo nada, mas acho lindo! hahah A partir deste ano as materias sao divididas. Metade ministrada em frances e metade em ingles. A Clara teve muita facilidade com o frances, acredito que em parte pelo conhecimento que ela tem do portugues. O frances ajudou, inclusive, na confusao que ela tinha com masculino e feminino em portugues. 

Ah! E como nem sempre o que planejamos para nossos filhos se faz realidade... a minha ideia de ensinar a ler e escrever em portugues ficou so na ideia! Clara le e escreve em portugues, por conta propria! Como a alfabetizacao por aqui se da pelos sons das letras, e como ela e interessada e gosta muito de ler, acabou aprendendo sozinha! Eu auxilio com dicas em palavras com "lh", "ch" "nh" etc. Mas o geral ela pegou sozinha, "de uma hora pra outra", antes que eu estivesse preparada para ensinar. 

A conclusao a que chego nao e novidade pra ninguem: quanto mais idiomas uma pessoa souber, melhor para seu futuro! Seja para trabalhar, viajar, ou simplesmente para exercitar o cerebro. Conhecimento e uma bagagem que nao pesa. Tenho certeza absoluta que as meninas um dia vao nos agradecer por isso.  

2013 - o ano em que nos tornamos Cidadaos Canadenses

 Depois de quase 4 anos vivendo no Canada como residentes permanentes, finalmente, em outubro de 2013, nos tornamos cidadaos! Mas antes de falar da cerimonia, vou comentar um pouquinho sobre o caminho ate la. 


Para se tornar cidadao no Canada, o residente permanente precisa comprovar que viveu no pais durante 3 anos, num periodo de 5. Ou seja, cada dia que voce passou fora do Canada num periodo de 5 anos deve ser descontado. Sao necessarios 1095 dias vivendo no pais para requerer a cidadania. Depois de aplicar para a cidadania, enviando os documentos exigidos pelo Governo, e efetuando o pagamento de uma taxa, chega a hora de estudar para a prova da Cidadania. Trata-se de uma prova de conhecimentos gerais sobre o Canada. Alem disso, no dia da prova, e realizada tambem uma pequena entrevista, para testar o seu conhecimento do idioma.


Eu e o Pedro lemos este guia de estudo que recebemos apos a aplicacao, que e basicamente uma aula da historia do nosso novo pais. Recomendo a leitura para todos que tenham algum interesse no Canada! Lembro tambem de termos estudado por um aplicativo que faz simulacao da prova. 

Se nao me falha a memoria, a prova contem 20 questoes de multipla escolha e ha uma tolerancia de quatro erros. Felizmente, tanto eu quanto o Pedro gabaritamos! Logo apos a prova, fomos para uma outra sala, onde os candidatos eram chamados um a um, ou por familia, para a entrevista. No nosso caso foi um bate-papo rapido e tranquilo, com perguntas simples. Ali mesmo ja recebemos o resultado positivo da nossa prova, e tambem um comprovante de cidadania, para, no dia seguinte, darmos entrada no nosso passaporte.   

A cerimonia de cidadania foi na biblioteca da nossa cidade, Whitby. La fomos nos com nossa pequena canadense, Clara, com 2 aninhos. Lembro que nosso lugar era na primeira fileira. Agora, imaginem uma crianca de 2 anos numa cerimonia seria, cheia de protocolos a seguir... nao rolou! Assim que recebemos uma bandeirinha de papel, a Clara fez a festa, pulando e chacoalhando a bandeira! Que vergonha... mas ela meio que distraiu a "banda", que estava ao nosso lado, prestando mais atencao na crianca que nas autoridades que mediavam a cerimonia. 


Guardamos esse dia tao importante na nossa memoria, com muito carinho. Conosco, nos prestigiando, estavam nossos amigos Fabio Cuizzi, que e parte da nossa familia canadense, e a Rosa da Silva, amiga querida que nos acompanha desde a nossa chegada ao Canada. 



Esta foto esta super escura, mas temos um carinho especial por ela. Ao meu lado, a entao prefeita de Whitby, Pat Perkins, que foi extremamente simpatica com nossa familia 



                                                                  Os 3 canadenses! 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

A familia cresceu!

 Pois e! Nosso blog comecou la atras comigo e com o Pedro... e quando o encerramos, em 2012, eramos 3! Clara nasceu em 2011, portanto hoje ja esta quase uma mocinha, com 9 anos. 

Em oito anos muita coisa aconteceu e obviamente eu nao vou conseguir fazer uma retrospectiva cronologica dos fatos! Minha memoria vem me traindo! Ja tenho varios episodios divertidos pra relatar sobre esquecimento e confusao! Mas vamos por partes! A ideia e ir postando fatos atuais interessantes e, de vez em quando, fazer posts com fatos importantes do periodo em que o blog ficou adormecido.  

Neste post quero reapresentar a Clara... e apresentar a Amanda, que nasceu ha 4 anos. Vou aproveitar e mostrar tambem nosso "filho peludo", o Brownie, que nasceu em abril de 2020 e veio para nossa casa em junho. Depois vou fazer um post sobre a nossa pequena saga de como conseguir um caozinho no Canada. 


               Amanda        Clara                        

Essas sao as nossas meninas! Sao as responsaveis pelos nossos sorrisos e tambem por grande parte dos nossos cabelos brancos! Sao a nossa vida! 


Brownie 


E este e o nosso peludo! Brownie chegou meio que sem planejamento e foi a melhor coisa que nos aconteceu neste ano doido de pandemia! 

Vou deixar a foto atual minha e do Pedro para uma outra ocasiao... 😉



O Recomeco

 Oi... Estou tao sem pratica, que nem sei por onde comecar, ou melhor, recomecar! Acho que vale uma introducao. Entao vamos la!

Este blog nasceu em maio de 2007, quando eu: Dani e meu marido: Pedro ainda eramos um casal de namorados, cheios de planos, sonhando com um futuro melhor em outro pais. Criamos o blog com o objetivo de ajudar e buscar ajuda. Relatamos toda a nossa jornada de inicio de imigracao... (desce laaaaaaaaa nos primeiros posts que voce vai ver o tamanho do caminho que percorremos!). Aqui relatamos nosso casamento, nossa angustia na demora do processo de conseguir o visto de residentes permanentes, nossa mudanca, nossos primeiros passos no Canada, e fomos relativamente fieis ao blog ate 2012, quando achamos melhor encerra-lo. Na epoca, nossa primeira filha (ooops, ja dei spoiler que tem mais gente por aqui) tinha menos de 1 ano. 

Mas, quem me conhece sabe da minha paixao por me comunicar, principalmente atraves da escrita. Por muitas vezes pensei em reativar o blog, mas a correria do dia-a-dia acabava me fazendo deixar essa ideia pra la. Acabei me "dedicando" a escrever nas minhas contas do Facebook e Instagram, mesmo que de  forma mais suscinta. A verdade e que eu adoro a ideia de, ao mesmo tempo me expressar, e tambem ter meus textos arquivados. Recordar e viver! Acho uma delicia abrir meu celular e receber lembrancas de anos atras, com textos e fotos. 

Sem querer me gabar, mas muita gente ja me disse que eu deveria escrever um livro. Eu sempre respondo com um sorriso sem graca: "quem sabe um dia?". Acontece que eu me conheco: sou muito desorganizada para elaborar um livro. Amo escrever, mas sem aquela obrigacao! Os textos saem quando quererm, por isso eu gosto da praticidade e rapidez da internet e das redes sociais. 

Eis que hoje, 9 de dezembro de 2020, ano de pandemia, saudades, angustias e incertezas, eu estava na porta da casa de uma amiga conversando (com distanciamento social) e ela - mais uma vez - abordou a possibilidade de eu voltar a escrever no blog. Nao sei se foi o dia, o frio, a lua, os pes congelados, a proximidade do Natal, a vontade de abracar as pessoas, mas hoje eu recebi essa sugestao de um jeito diferente. Nunca perdi a vontade de escrever, mas estou achando que ela (a vontade) agora esta voltando mais forte. Voltei pra casa com isso na cabeca e fui pro computador tentar acessar o blog. Foi quase um parto! Depois de uns 40 minutos quebrando a cabeca, colocando e-mail, senha, recebendo codigo de verificacao, tendo conta de e-mail bloqueada porque o provedor nao se convenceu de que eu sou eu, o Pedro se lembrou de um outro e-mail que ele tinha, e pimba!! O blog se abriu na minha frente! Agora ja posso reviver, na leitura, os primeiros anos da nossa aventura canadense. 

E pra nao me alongar demais, quero deixar registrado neste post de recomeco, o significado do nome deste blog: Ser e Ter. Este foi, na verdade, o nosso lema quando decidimos imigrar. 

"SER feliz num país que nos dê mais qualidade de vida e perspectivas de um futuro promissor e TER tranquilidade para constituirmos uma família, sabendo que nossos filhos poderão viver numa sociedade mais justa e em paz." 

Hoje posso dizer que atingimos nosso objetivo! 

Bora continuar escrevendo nossa historia!

Sejam bem-vindos :) 

*com o tempo vou dar uma modernizada no visual aqui da pagina. Preciso aprender muita coisa! Por enquando ele vai ser estilo "retro" mesmo!

**obrigada pelo empurrao, Sa!!



quinta-feira, 19 de abril de 2012

Blog: Comeco, meio e fim


O início: Boa parte dos blogs que acompanhávamos desde 2007, quando demos entrada no processo de imigração, infelizmente não existem mais. Num primeiro momento, os blogs de imigrantes são uma ferramenta muito legal pra pegar dicas do pessoal que está no Canadá, e que não são achadas nos tradicionais guias de turismo. Além disso, na fase que antecede a espera pelo visto, escrever no blog é uma verdadeira terapia, dividindo sentimentos com o pessoal que está no mesmo barco. Uma das experiências mais legais que o blog nos proporcionou foi ter conhecido muita gente legal ainda no Brasil e depois por aqui.

O meio: Você chegou ao Canadá e vai comecar uma vida nova. São muitas coisas pra resolver e possivelmente vai faltar tempo para o blog. Grande parte do pessoal escreve por um tempo, quando tudo ainda é novidade, mas a tendência é que num futuro próximo o blog acabe.

O fim: Acho que o Facebook foi a verdadeira pá de cal nos blogs. Coisas que certamente seriam publicadas no blog em tempos anteriores, acabam virando um post enxuto na rede social, que atingirá o público-alvo.

No que se refere aos blogs de imigrantes, temos dois opostos: desde aquele que não se identifica e/ou não publica foto pessoal, até aquele que só falta postar o número do RG.
No nosso caso, não chegamos aos extremos acima, mas como o objetivo do blog era principalmente manter família e amigos a par das nossas aventuras por aqui, acabamos disponibilizando bastante informação pessoal.

Bom, toda essa introdução é pra dizer que o blog cumpriu sua missao. Como dito antes, o Facebook acabou o substituindo e, com o nascimento da Clara, a questão da privacidade acabou ficando mais a flor da pele. A gota d'agua foi quando percebemos de perto que há pessoas que, mesmo sem ser do nosso convívio, falam mal pelas costas, provavelmente obtendo parte das informações por aqui. A elas, recomendo a releitura do post "Quando a felicidade incomoda".
Aos demais, que com certeza são a maioria, meu agradecimento por terem acompanhado nossa história.
P.S. Gostaria de encerrar o blog em alto astral, com uma fotinho recente da Clara, nosso maior tesouro e que dinheiro nenhum compra. : )

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Brasil: (quase) 3 anos depois

Amanha a noite embarcamos para o Brasil pela primeira vez desde nossa vinda pro Canada.
Depois de tanto tempo fora de casa, a gente acaba virando "gringo", entao vai ser interessante essa experiencia, perceber as coisas que acontecem na terrinha com "outros olhos". Espero nao me decepcionar muito.

Durante estes quase 3 anos, recebemos varias visitas do Brasil, o que ajudou a diminuir as saudades da familia. Nesse periodo, focamos na nossa adaptacao e agora sim podemos visitar o pais certos de que fizemos a escolha correta.

A Clarinha, como podem ver, ja esta preparada para o verao fora de epoca. Nao sei como sera administrar as saudades dela, que so voltara com a Dani em abril.

Ate a volta!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Happy Holidays!


São os votos de Pedro, Dani e Clara.


Photos by: Yuki Noda

sábado, 8 de outubro de 2011

A mãe que nasceu...



Sem qualquer pretensão de tornar este blog um diário sobre a minha vida de mãe, aqui vai a continuação do post anterior.

Minhas primeiras semanas em casa, na volta do hospital, foram bastante tumultuadas. E não foi só por causa da Clara não!!!
Por falta de instrução da médica, e pura falta de ideia minha, eu deixei de tomar o complemento de ferro que havia começado a tomar dois meses antes do parto, já que o ferro estava baixo no meu sangue.
Resultado: perdi muito sangue na cirurgia e acabei ficando anêmica! Só fui descobrir isso na semana seguinte ao nascimento da Clara, quando fui parar no hospital superinchada, com formigamento nas mãos e pés e sensação constante de desmaio.
Junte-se a isso o corte da cesárea, que não me deixava andar e nem deitar direito, e os altos e baixos dos hormônios que me fizeram chorar, sem motivo aparente, por quase duas semanas! Ah, claro, junte também o fato de eu ter que amamentar a Clarinha a cada duas horas, porque ela tinha que voltar ao peso que tinha quando nasceu.

Para minha sorte, minha mãe e o Pedro me deram a maior força, e eu me transformei numa mamadeira-gigante-quase-ambulante. Sim, porque eu não fazia nada mais do que amamentar a Clara. Ah, sim, e chorar!!! Eu queria conseguir cuidar da minha filha, mas não conseguia!!!

Todas as manhãs, minha mãe me preparava um suco de couve - que no início me causou estranheza, mas que é muito gostoso - e para o almoço e jantar sempre tinha carne, espinafre, beterraba, brocoli, feijão, mais couve... só não chupei prego! Com isso meu nivel de ferro voltou ao normal em cerca de um mês. E o Pedro realmente se transformou num paizão!!! Eu o via curtindo a Clara, tirando fotos, colocando musiquinhas... e não tinha forças pra curtir junto. Não que eu não estivesse feliz... mas esse negócio de hormônio é mesmo muito louco!!!

Engraçado que exatamente um dia antes de eu começar a chorar, uma enfermeira ligou aqui em casa para saber como estavam as coisas (é de praxe isso por aqui. Elas ligam para saber como estão os primeiros dias, se tem alguém me ajudando, como está a amamentação, como o bebê está dormindo, como está a troca de fraldas... enfim, é uma conversa supercompleta - durou uns 40 minutos - sobre os primeiros dias da mãe e do bebê) e uma das perguntas que ela me fez foi se eu estava triste e com vontade de chorar. Lembro que na hora pensei: "que mulher sem noção! Estou passando pelo momento mais feliz da minha vida, e ela pergunta se estou triste?!!"

Conversando com meu médico, ele me tranquilizou. Disse que se eu não tivesse vontade de ficar perto da Clara, ou de amamenta-la, configuraria uma depressão pós-parto - o que não foi o caso!! Apesar de muito cansada, eu estava gostando do fato de ter que amamenta-la a cada duas horas. Era uma maneira de me sentir útil para ela.

Felizmente, do mesmo jeito que veio, o chororô foi embora. A dor do corte ainda me acompanhou por quase um mês... Mas tudo foi se ajeitando!

Minha mãe, que havia chegado 3 dias antes da Clarinha nascer, voltou pro Brasil 3 dias antes dela completar 2 meses. Nesse meio tempo, minha sogra veio pra conhecer a Clara e passou duas semanas aqui com a gente.

Agora somos só nós três! (Ops... semana que vem chega mais visita!! Oba!! Mas essa é uma outra história!)

Estou amando ser mãe! A Clarinha é uma criança muito calminha. Ganhou 2Kg desde que nasceu - está com 4,8. De uns dias pra cá ela começou a dar risadinhas "com som"! Já nos acompanha com os olhos e adora observar o mobile rodando sobre ela no berço!! Ainda acorda no meio da noite para mamar, mas as mamadas, que no início duravam uns 45 minutos, agora não chegam a 15. Tem crises de cólicas de vez em quando, mas todos dizem que somos sortudos, porque ela não é de chorar!! É muito gostoso ver como a cada dia que passa ela vai descobrindo novas coisas!! Eu e o Pedro morremos de orgulho com toda e qualquer coisinha diferente que ela faz!! Ela já dorme no quartinho dela desde que tinha uns 20 dias. E eu durmo de antena ligada no monitor da babá eletrônica! E como ela gosta de tomar banho!!! Fica super quietinha, olhando para mim o tempo todo, e prestando atenção a tudo o que falo pra ela!

Semana passada, quando completou 2 meses, a Clara tomou a primeira bateria de vacinas! Agora ela já está apta a furar as orelhinhas!!! Aqui no Canada não é como no Brasil, que algumas meninas já saem de brinquinhos do hospital, assim que nascem! Aqui a gente precisa apresentar a carteirinha de vacinação... E mesmo já podendo furar as orelhas com alguns meses de vida o pessoal aqui não fura logo não! É possível contar nos dedos o número de meninas que usam brincos lá no day care onde trabalho!

Meus dias com a Clara até que estão movimentados... Agora que estou sozinha com ela tenho muito o que fazer, e aproveito o tempo que ela está dormindo - ela dorme bastante! - para cuidar da casa, da roupa, e de mim! Procuro sair todos os dias de carrinho para ela tomar um pouco de sol - enquanto ele ainda está quentinho! Daqui a pouco os passeios vão ter que ser dentro do shopping!

Estou frequentando, uma vez por semana, um grupo chamado Babyville, com mães e bebês de até 6 meses de idade. Em uma hora e meia, as mães trocam experiências e tiram dúvidas sobre vários tópicos da maternidade, sob a mediação de uma enfermeira.

Enfim... quando nasce uma mãe, nasce junto muito trabalho. E eu acho que tenho desempenhado bem essa minha nova função. Adoro me dedicar à Clara. Ser mãe tem feito de mim uma pessoa melhor (pelo menos assim eu espero!). É preciso ser bom para dar bons exemplos.

E como hoje não estou muito inspirada, vou colar de mim mesma algo que escrevi no Facebook uns dias atrás:

Se eu soubesse que era tão bom, teria sido mãe antes!! E isso inclui ficar acordada de madrugada, tentar decifrar diferentes tipos de choro, e até trocar fraldas recheadas! O fato de ter uma vidinha totalmente dependente de mim, antes me assustava. Hoje faz de mim uma pessoa melhor. O sorrisinho da Clara - ainda que por enquanto involuntário -, as pequenas descobertas do dia-a-dia, o cheirinho gostoso de bebê... compensam as minhas olheiras. Filhos: eu recomendo! =)


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Nasce uma mãe



Logo que a Clara nasceu, o namorado de uma prima, que é estudante de medicina, me disse que os professores dele costumam dizer: "sempre que nasce uma criança, nasce uma mãe". Gostei muito dessa frase e, baseando-me nela, vou contar como tem sido a minha vida desde o meu nascimento, há dois meses. O nascimento da mãe-Daniela.

A vontade de ser mãe sempre foi grande, mas engraçado que quando engravidei, junto com a vontade nasceu um medo!! Uma insegurança... um sentimento de: "eu?!! Mãe?!!" Durante a gravidez esse medo sumiu e eu curti bem cada momento das transformações do meu corpo! Estava adorando ver minha barriga crescer, e graças a Deus tive uma gravidez tranquila (apesar do probleminha da placenta).

Acontece que o tempo passa rápido... e o dia foi se aproximando... e eu tinha que organizar as coisinhas do bebê... e... o medo voltou! Grande! Enorme!!! Beirando o pavor!!!!! As roupinhas estavam lá para eu lavar e organizar, mas eu adiava essa tarefa a cada dia que passava. Logo que eu engravidei e que minha mãe resolveu que viria ficar comigo, ela disse que me ajudaria com as roupas. Mas o que não estava nos planos era que o parto seria antecipado em 18 dias! Resultado: minha mãe, que já estava com passagens compradas, chegaria num sábado e o bebê nasceria na terça-feira seguinte! As roupas tinham que ser organizadas por mim. Não tive escapatória. Lavei tudo e sabe que me diverti?! Coloquei tudo bonitinho em saquinhos plásticos, tirei mil fotos, abria e fechava as gavetas da cômoda umas 50 vezes por dia! O medo sumiu de novo!! Maaaasss... com a chegada da minha mãe, eu me dei conta de que o dia realmente estava se aproximando. Não me esqueço uma cena: minha mãe mexendo nas coisas do bebê, na véspera do parto, e eu petrificada, só olhando. De repente desabei a chorar: "eu não vou conseguiiiirrr!!!! Vou ter uma criança totalmente dependente de mim!! E agora?!!!"

Agora é hora de ir: car seat, mala do baby, mala da mãe... Vamos pro hospital! Terça-feira, 2 de agosto, por volta de 1 da tarde. Eu estava em jejum desde a meia-noite da segunda-feira.

A vantagem de ter tido que fazer cesárea foi esta: hora marcada, sem sustos, nem correria. A desvantagem: fome!!
Fizemos praticamente uma festa no hospital. Além de mim, da minha mãe e do Pedro, tinha mais 6 pessoas lá com a gente, na sala de espera. Nossos fiéis escudeiros. Amigos de todas as horas. Nossa família canadense (brasileira).

Fui informada de que a médica chegaria por volta das 4h30 para a cirurgia. Lá pelas 3, me disseram que ela se atrasaria um pouco, mas que até umas 5h30 ela já estaria no hospital. Às 4 horas eu pedi para me colocarem no soro, porque a sede era grande (a fome, a essas alturas, já tinha até passado!). O tempo foi passando e a ansiedade era geral. Graças à tecnologia e ao meu querido iPhone, fiquei em contato com minha irmã e irmão, várias amigas (do Brasil e daqui) e praticamente todas as minhas primas, que fizeram uma "sala de espera virtual" no Facebook. Bom... quando eram quase 7 da noite a médica apareceu, e ainda teve a coragem de fazer uma piadinha: "vamos deixar a cesárea pra amanhã?" ahamm!!!

Chegou a hora! Fui andando para a sala de cirurgia, não sem antes dar um beijo na minha mãe e amigas. O Pedro foi comigo, mas, antes de deixarem ele entrar entregaram uma roupa verdinha para ele vestir.

A sala de cirurgia me lembrou o laboratório da minha antiga escola. Fria... paredes de azulejo... balcões, pias... Me pediram para sentar na cama estreita e várias pessoas vieram se apresentar. Todas de touca. Todas iguais. Todas sorridentes... menos eu! Eu estava era muito tensa!! Perguntei pelo Pedro, e falaram que ele entraria quando eu estivesse pronta.

Chegou a hora de tomar a anestesia. Não que tenha doído, mas a sensação da agulha entrando nas costas é bem estranha. Lembro que soltei um "ai..." e a enfermeira que estava na minha frente pediu que eu abaixasse a cabeça. Ela estava me "abraçando". E esse é o único rosto - dentre todos os outros que estavam em volta de mim - do qual eu me lembro.

Deitei na cama, com a ajuda de (talvez) umas três pessoas. Braços abertos... soro, aparelho monitorando pressão e coração... Perguntei, mais uma vez, pelo Pedro. A resposta foi a mesma. Comecei a rezar. (Agora preciso fazer um parênteses... alguns dias antes, vi pela internet, a propaganda da Nissan, em que aparecem os "pôneis malditos". E juro - não é piada! - esses pôneis malditos me acompanharam num dos momentos mais importantes da minha vida! Era eu começar um "Pai Nosso... pôneis malditos, pôneis malditos...". Mudei pra "Ave Maria... pôneis malditos, pôneis...") Desisti de rezar. Reconheci a minha médica dentro de uma roupa verde + touca. Ela perguntou: "você está sentindo alguma coisa?" eu disse que não... e ela: "é que eu ainda não comecei a cortar!" Será que essa mulher tá fazendo piada de novo?!! Cadê o Pedro?! Dessa vez não fui em quem perguntou... ouvi alguém perguntar: "doutora, pode chamar o pai?"" e ela: "Ops... ele não está aqui?". Olhei para o lado. Lá estava o Pedro. De touca. Mais um rosto conhecido.

Não sei precisar quanto tempo depois de o Pedro ter chegado, mas foi super rápido: percebi uma movimentação, e a anestesista, que estava o tempo todo do meu lado, disse: "oh, she is so cute!" e eu, imediatamente: "she?!!" - ela: "she!!!". O Pedro: "it's a girl?!" ela: "oh, yeah!" eu: "it's a girl??!" (ninguém respondeu) eu: "é menina, amor?!" hahaha (não que eu me lembre desses diálogos! Está tudo registrado no video que o Pedro gravou). A alegria de ter tido uma menina era tão grande que eu não acreditava! A Clara nasceu!! A minha Clarinha!!!

Nasceu uma mãe. Nasceu um pai. Nasceram avós e avô corujas e tios orgulhosos. Nasceu uma bisavó (a outra já é bisa há muito tempo!) Nasceram tias-bisas, tias e tios-avós, primas e primos-tios. Nasceram até avós postiços, mas não menos amorosos. Nasceu a pessoa mais importante da minha vida. Nasceu a minha filha: Clara Assunção Tuccori.

... to be continued

sábado, 6 de agosto de 2011

Meu nome eh Clarinha


 Ola!

Meu nome eh Clarinha - sou a mais nova integrante desse blog!
Desde a epoca de namoro meus pais ja sabiam que meu nome seria esse.
Eu nasci na ultima terça-feira, dia 2 de agosto, no hospital St. Joseph's em Toronto, as 19:44.
A mamae teve que passar por uma casarea, mas apesar das dores pos-parto, sua recuperaçao esta indo muito bem!

Eu nasci com 2.830kg e 49cm. Hoje pela manha fui ao nosso family doctor (como eh chato ser bilingue), o Dr. Artur, e ele disse que eu estou muito bem de saude! A recepcionista da clinica se apaixonou por mim, me achou very, very pretty! Mas isso nem me causa surpresa, pois logo que sai da barriga da mamae as enfermeiras e medicos ja falaram isso pra mim. Pretty foi a primeira palavra que aprendi em ingles!

O papai eh meu fa numero 1! Quando ele saiu da sala de cirurgia me carregando em seus braços, se deparou com varios amigos a minha espera, doidos pra saber se eu era menino ou menina. Ele nao chorou la dentro, mas fora da sala nao se conteve, e mal conseguiu dar as boas novas: "Eh a Clarinha"!


Todos os amigos estao radiantes aqui no Canada com a minha chegada, e no Brasil ainda mais! Nao veem a hora de eu viajar de aviao e visita-los por la ano que vem.

Eu ja estou em casa - adoro meu quartinho e a decoraçao que a mamae fez com tanto carinho pra mim.
No hospital eu me comportei super bem, mas em casa estou mantendo todos muito ocupados, 24/7, como dizem por aqui.
Muito obrigado por todo carinho desde a epoca da gravidez da mamae!

Agora deixa eu ir pois vou receber minhas primeiras visitas em casa, entao preciso comer e trocar de roupa.

See you soon!

Clarinha

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Como ser brasileiro, mas nao demais, no exterior (7 Erros)


Ontem li no IG uma coluna do jornalista norte-americano Seth Kugel que achei bastante interessante, entao resolvi compartilhar aqui no blog pra quem nao viu:

"É bem difícil um turista chegar ao Brasil e não se apaixonar pela paisagem, pela música, pela comida. Mas é o povo que deixa a melhor impressão. Vocês são charmosos, otimistas, sorridentes, hospitaleiros. E as qualidades são contagiantes. O estrangeiro chega e entra na mentalidade brasileira. Como dizem, quando em Roma, faça como os romanos…

Mas o que acontece quando o romano sai de Roma? Ou seja, agora que muitos brasileiros estão viajando pela primeira vez para o exterior é preciso pensar em quais “brasilidades” funcionam, e quais não, além das fronteiras brasileiras.

Sorrir muito e ter uma atitude positiva sempre vão dar certo. Outros costumes… nem tanto. Seguindo a tradição da coluna, fiz uma lista de sete, ou seja Seth, erros para o brasileiro evitar no exterior. (Um esclarecimento para o leitor. Deve ser irônico receber conselhos de comportamento de alguém dos Estados Unidos, país que produz talvez o turista mais chato e irritante do mundo – o famoso “ugly American”. Mas é que meu povo já é um caso perdido. Há séculos que nós viajamos pelo planeta fazendo besteiras, e cachorro velho não aprende truques novos. Para vocês, ainda há tempo.)


1) FALAR COM O POLEGAR:

É talvez a “brasilidade” mais comentada pelos americanos que visitam o seu país pela primeira vez: esse sinal de levantar o polegar (ou até os dois) para dizer “ok”, ou “não tem problema”, ou “de nada”, ou “pode passar” ou até simplesmente “bom dia”. O brasileiro não inventou o “thumbs up” (como se diz em inglês), mas é de longe o país que mais usa. Por exemplo, tenho um amigo que cada vez que viaja ao Brasil conta quantos “thumbs up” recebe por dia. Dois polegares ao mesmo tempo valem dois, óbvio.

Tudo bem dentro do Brasil. Mas em muitos outros países, é esquisito – até brega – fazer isso. (E em alguns países é vulgar: Bangladesh, por exemplo.) Para nós, nos Estados Unidos, é coisa do passado. Lembra muito o personagem “The Fonz” do seriado “Happy Days”, um cara cool demais… só que nos anos 50.


2) TOMAR BANHO. E OUTRO. E MAIS UM:

Os brasileiros são, sem dúvida, o povo mais limpo do mundo. Às vezes acho que nos dias mais quentes do verão vocês passam mais tempo debaixo do chuveiro do que fora. Eu não admito aos amigos brasileiros que nem sempre tomo banho antes de dormir, por medo de perder a amizade ou talvez até meu visto.

Mas quando for viajar, lembre que o Brasil tem 14% da água doce do mundo, e só 3% da população do planeta. Em muitos países a água é escassa, em outros o custo para aquecê-la é alto. Quando eu estudava em Paris, hospedado com uma família francesa, minha “mãe” reclamava muito quando eu passava mais de cinco minutos no chuveiro. Num hotel, pelo menos, ninguém vai saber que você está gastando demais os recursos naturais do país. Mas se você ficar na casa de amigos, tente se limitar a um banho curto por dia. Não se preocupe: que eu saiba ninguém nunca morreu por ficar pouco tempo no banho, nem mesmo na França.

3) USAR SUNGAS E BIQUÍNIS BRASILEIROS:

Não é que não pode. É que você só deve ficar ciente das repercussões. Queridas brasileiras, eu conheço vocês, e vocês adoram comentar quando uma gringa aparece na praia de Ipanema com um desses biquínis feios que cobrem a bunda toda. Agora se preparem para uma revanche. Se vocês andarem com um biquíni brasileiro ­– desses que tapam talvez 10% da sua bunda – em muitos países vão atrair alguns olhares estranhos das mulheres locais. (Os homens vão gostar, com certeza, mas só porque o biquíni lembra um pouco a roupa de uma stripper.)

Quanto à sunga, em alguns países, tudo bem. Em outros, como é o caso do meu, se considera bem esquisito e meio vulgar. Exemplo: num episódio do programa americano Curb Your Enthusiasm, o personagem principal (o comediante Larry David) enxerga o psiquiatra dele na praia… de sunga. Fica horrorizado e decide desistir da terapia.

4) LIXO NO LIXO:

O mundo está dividido em duas partes: a que tem sistema de esgotos que permite jogar o papel higiênico na privada, e a que não tem. E, desculpe a intimidade, mas no mundo com sistema de esgotos que permite, se considera muito nojento jogar papel usado no lixo.


5) BEIJAR À VONTADE:

O problema do beijo de cumprimento é bem documentado, não vou perder seu tempo falando de quantas vezes se beija em cada cidade do mundo. O problema é o beijo na boca, que no Brasil é muito mais aceitável em público do que em outros países. Ou seja: nas ruas, nos parques, nas mesas de bares e restaurantes, até na fila para entrar no cinema. Por isso eu sempre digo que o lema oficial do Brasil deveria ser “Get a room!”. Essa frase, que em tradução livre seria algo como “Arrume um motel!”, é o que se fala quando um casal está expressando sua afeição de forma… exagerada.

Juro que em nenhum outro país do mundo (que eu conheça) os casais se beijam tão aberta e apaixonadamente em público quanto no Brasil. E pior, ao lado dos amigos. Eu não estou contra, e até faço também quando a situação se justifica… no Brasil. Mas em outros países, na maioria das situações, é preciso se controlar para não constranger os outros. Existem exceções: no cinema, até pode, mas pelo amor de Deus só se estiverem sozinhos, e não ao lado de um casal de amigos. Na balada ou numa festa, ok, não precisa arrumar um motel para se beijar. Mas arrume um cantinho escuro pelo menos.

6) ESQUECER A GORJETA:

Em Nova York, os garçons odeiam os estrangeiros. Por quê? Porque um garçom nos EUA não ganha quase nada de salário – recebe até menos de um salário mínimo, porque vive das gorjetas. Até os estrangeiros que sabem disso acham justo deixar 10% ou 12%. Não é. É 15% se você é chato (ou se o garçom foi chato) e 18% ou 20% se não. E sem reclamar. Em outros países, a gorjeta varia muito, por isso você sempre deve dar uma olhada no sua guia de viagem ou procurar na internet. (Eu não conheço um bom site em português mas em inglês existem muitos – bota “tipping by country” no Google.


7) PEDIR CERVEJA COMO SE ESTIVESSE NO BRASIL:

Uma vez fui jantar em Nova York com uma família de brasileiros. O pai acabava de chegar ao país e tentou explicar à garçonete (em português, que ela não entendia) que queria a cerveja com dois dedos de colarinho. Quando a bebida chegou sem espuma nenhuma, ele reclamou e tentou explicar de novo. A garçonete falou para nós: “Explique para ele que entendo o que ele quer, mas o negócio do chope não funciona assim.” E é verdade: colarinho na cerveja é um fenômeno brasileiro que é difícil de encontrar na maioria de países (fora a cerveja Guinness).

Quanto à cerveja gelada, o mundo está mais dividido. Normalmente, pessoas de países tropicais gostam de cervejas fracas e bem geladas, para se refrescar num dia quente. Esse é o caso do Brasil. Mas em muitos outros países se acredita que o sabor é mais importante, e é fato que cerveja muito gelada perde o sabor. Um dia, na Bolívia, eu estava jantando com um casal de brasileiros que reclamou à garçonete que a cerveja estava quente. Tentei explicar para eles: “não vai ter mais gelada, aqui se toma assim.”

Nossa, já chegamos a sete? Então preciso colocar um bônus especial para meus queridos paulistanos:


7 – B) MATAR PEDESTRES À VONTADE:

Não sou advogado, mas segundo observo nas ruas de São Paulo, a lei local determina que um motorista que vê um pedestre atravessar a rua e não tenta matá-lo vai preso. Mas quando você alugar um carro em outro país, preste atenção: o pedestre tem algo que se chama “direitos.” Em alguns países da Europa, da Ásia e estados dos Estados Unidos, a lei até exige parar o carro quando alguém pisa na faixa de pedestres.

Agora, a boa notícia. O brasileiro é tão querido no mundo – pelos jogadores de futebol, pela música, pela atitude – que até pode cometer os erros e ninguém vai reclamar. Bom, talvez o pedestre, se é que ele sobrevive".

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Por fim, gostaria de adicionar um "erro" a lista. Na verdade eh um comportamento que muitos brasileiros tem por aqui, e que ja foi mencionado uma vez pela Lu Patinadora num post recente:

8) VESTIR A CAMISA DA SELECAO BRASILEIRA PRA CIMA E PRA BAIXO:

Eh engracado como brasileiro gosta de se fantasiar quando sai do Brasil. Parece que o povo eh mais patriota no exterior do que em casa.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Está chegando a hora!!!

7º mês de gestação - Yuki Noda Photography


Dentro de alguns dias (na primeira semana de agosto) nossa família vai aumentar!!! A chegada do(a) baby, que seria por volta do dia 20, precisou ser adiantada em virtude da minha placenta, que está baixa. Nesses casos não é recomendado que a mulher entre em trabalho de parto, porque o parto não pode ser normal. O risco é a mulher sangrar mais do que deveria, e isso pode ser prejudicial. Sendo assim, lá vou eu para a cesariana!

Ao contrário de muita gente que teme a dor do parto normal, eu estava até que conformada em passar por essa experiência (obviamente que com MUITA anestesia), já que aqui no Canada não é como no Brasil, que o mais normal é fazer cesárea. Aqui a maioria dos médicos só faz a cesárea em caso de necessidade (salvo algumas raras exceções). Meu único receio era ter que ficar horas e horas em trabalho de parto até o nenê nascer, já que isso é algo impossível de se prever... O parto pode durar uma ou trinta horas! E em alguns casos, depois de muito tentar, a mulher acaba sendo submetida à cesárea! :-/

Já está tudo pronto para a chegada do nosso (ou nossa) pequeno(a)! Não vemos a hora de saber quem é que está chegando, se a Clarinha ou o Leo! E aliás, não foi nada difícil fazer o enxoval sem saber o sexo! Ganhamos muuuitas roupinhas lindas, o quarto com decoração safari está uma graça, e a emoção em dose dupla na hora do parto vai compensar toda essa curiosidade!! Surpresas são sempre maravilhosas, e a felicidade vai ser imensa de qualquer jeito!

Eu estou adorando e aproveitando bastante cada momento da minha gravidez! Não ganhei muito peso. Aliás, minha barriga demorou a aparecer, e isso me deixava meio frustrada!!! Lá pelo 6º mês é que as pessoas começaram a reparar e perguntar... Mas de repente minha barriga deu uma estufada!! Parece que cresceu da noite para o dia!! Todo mês, no mesmo dia, eu me peso e anoto num papel... Não por recomendação médica, mas para mim mesma... Aliás, minha obstetra NUNCA conversou sobre peso comigo! Nos três primeiros meses eu não ganhei nada de peso... depois eu ganhava cerca de 1Kg por mês... mas de maio pra junho foram 2, e de junho pra julho, 3!

A sensação de ter um serzinho dentro da gente é inexplicável!! O Pedro também está curtindo muito! Todos os dias, quando ele chega do trabalho, ele gosta de brincar com o baby! Muitas vezes "a barriga" está quietinha, mas basta ele colocar a mão, que as "ondas" começam!! =) Acho que vamos sentir falta disso!!

Minha mãe vem pra cá para nos ajudar e isso me deixa bem mais tranquila! Apesar de todas as mamães me falarem que vou tirar de letra, que o instinto maternal aparece, etc... Nada como ter a NOSSA mãe por perto e aprender com ela alguns truquezinhos básicos, né?!

Imagino que não terei muito tempo para escrever no blog quando o nenê nascer. Mas o papai Pedro dá notícias para vocês!

Aproveito para agradecer o carinho de todas as pessoas que, mesmo sem nos conhecer, sempre perguntam da nossa gravidez e pedem notícias! E, por favor: torçam, rezem, mandem energias positivas!! =)

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Numero de vistos pro Canada cai 25%, e canadenses "comemoram" nos jornais



Saiu hoje no Toronto Star uma materia sobre o declinio na concessao de vistos de imigracao no primeiro quarto de 2011 em relacao a 2010:

Economic Class: -28% (abrange Skilled Workers, Quebec etc.)
Family Class: -14% (reuniao familiar)
Humanitarian Class: -25% (refugiados)

Acompanhando os comentarios dos leitores, fica claro que grande parte dos canadenses "da gema" estao frustrados com o grande numero de estrangeiros que chega ao pais e "roubam" os empregos dos que nasceram aqui. Alguns exemplos:

"Canada cannot sustain an endless flow of immigrants - illegal and legal - and ignore the unemployment that exists in Canada right now".

"How many Punjabis, Africans, Jamaicans, Tamils serve? Big zero. All white faces. This as a fact. So getting a passport is all the immigrants are after".

"Couldn't come at a better time. I am glad someone is doing the right thing".

"Toronto has so many seedy and rundown areas now...apartment buildings that were once nice little buildings have now turned into dirty dank places with multiple families crammed into 1 or 2 bedrooms. If this is progress and essential to the growth of Canada, who wants it?".

"Drive around Brampton and look at the parks where 10-20 Indian men just sit there all day collecting free health care".

Poucos dias atras saiu no Toronto Sun uma noticia sobre a caçada da policia a ilegais na regiao de Toronto (mais de 20 mil), alguns considerados criminosos em seus paises, e os comentarios dos leitores vao na mesma linha. Isso sem contar outra reportagem recente, sobre um barco abarrotado de refugiados que foi interceptado na Indonesia, supostamente a caminho de Vancouver (o comentario "mais leve" pedia para que afundassem o mesmo).

Fico aqui imaginando se o Canada do futuro vai se parecer com o estado americano do Arizona. O Canada que outrora recebia os imigrantes de bracos abertos pode estar com os dias contados. 
 


quarta-feira, 29 de junho de 2011

Top 10 Programas "Micos" em Toronto

Sou fa do programa do David Letterman e adoro o Top 10 List, quadro fixo do Late Show.

Partindo dessa premissa resolvi bolar uma lista de 10 micos aqui de Toronto:

Number TEN: Toronto Jazz Festival
Quem realmente gosta de ouvir jazz, alem do Jo Soares?

Number NINE: Toronto Bollywood Film Festival
Ok, Slumdog Millionaire eh legal, mas ja preencheu a cota de filmes indianos que eu poderia assistir pro resto da minha vida.

Number EIGHT: Dragon Boat Race em Toronto Island
Fique horas na fila pra pegar o ferry boat, cheio de gente "bonita". Pode ser que algum barco da policia no Lago Ontario pare a balsa, confundindo os passageiros com refugiados/ilegais atracando na cidade.

Number SEVEN: Summerlicious
Mesmo com desconto, ha pouquissimos restaurantes realmente bons em Toronto (eu conheco 1 em mais de 2 anos aqui).

Number SIX: Bata Shoe Museum
Imagine seu closet com uma porcao de sapatos.

Number FIVE: New Year's Eve em Nathan Phillips Square
Sinonimo de passar horas de frio na maior muvuca diante da prefeitura, no aguardo de um frustrante show de fogos de artificio.

Number FOUR: Blue Night Bus
A linha de onibus que atende o publico da madrugada. Mais conhecida como "The Vomit Comet".

Number THREE: Brazilian Day
Thanks but, no thanks.

Number TWO: Corso Italia
Chegue ao festival com a expectativa de ser uma Festa da Achiropita e saia frustrado por constatar que ha mais oferta de comida asiatica ou churrasquinho grego do que pasta.
Pra completar o mico, preencha cupons pra concorrer a premios e receba ate o fim da vida chamadas telefonicas de pilantras dizendo que voce ganhou um viagem com todas as despesas pagas.

Number ONE: Caribana
Desfile de "carnaval caribenho" ao ritmo do calypso, um dos sons mais irritantes da face da Terra.

PS. Eh logico que essa lista eh minha opiniao. As 10 coisas que eu considero mico podem ser as 10 coisas que voce mais gosta na cidade.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Esperando...

Aproveitando o solzinho da manhã no terraço de casa

Estou no 6º mês de gestação... Bebê previsto para chegar em agosto, e na minha última consulta na obstetra, há duas semanas, soube que minha placenta está "baixa". Pelo que a médica me explicou e eu me informei com outros médicos conhecidos, isso é comum acontecer e não é grave, embora requeira alguns cuidados, como evitar fazer esforço. O risco é acontecer um sangramento... e se acontecer, é correr pro hospital e fazer repouso absoluto! Por outro lado, a placenta pode "ir pro lugar certo" (médicos, não se descabelem com meu jeito leigo de escrever!) e tudo ficar normal daqui um tempo.

Como diriam meus "aluninhos-bebês" no day care: "oh-oh!!" - meu dia-a-dia É um esforço!!! Trabalho na sala dos infants (crianças de até 1 ano e meio) e minha rotina não é "bolinho"!! Fico de pé praticamente o dia inteiro... se estou sentada é no chão, com alguma criança pulando em cima de mim... carrego peso (crianças de 1 ano podem ser bem pesadinhas!)... saio pra passear empurrando carrinhos de bebê que comportam três crianças ao mesmo tempo...

Resumindo... já estou de licença em casa! Não de licença-maternidade, mas afastada em virtude da gravidez. A licença-maternidade - que aqui é de um ano - só vai começar a contar no dia em que o bebê nascer. Como estou me sentindo bem, não estou de repouso... mas estou mais quieta em casa. Não posso abusar, como fazer faxina, por exemplo (tadinho do Pedro... sobrou pra ele!).

Bom, o jeito é aproveitar os meses que me restam antes do bebê chegar! Colocar e-mails em dia, ler um livro, dar um "alô" no blog, ajeitar o quartinho...

Estou, literalmente, esperando sentada - como na foto!