quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

O Recomeco

 Oi... Estou tao sem pratica, que nem sei por onde comecar, ou melhor, recomecar! Acho que vale uma introducao. Entao vamos la!

Este blog nasceu em maio de 2007, quando eu: Dani e meu marido: Pedro ainda eramos um casal de namorados, cheios de planos, sonhando com um futuro melhor em outro pais. Criamos o blog com o objetivo de ajudar e buscar ajuda. Relatamos toda a nossa jornada de inicio de imigracao... (desce laaaaaaaaa nos primeiros posts que voce vai ver o tamanho do caminho que percorremos!). Aqui relatamos nosso casamento, nossa angustia na demora do processo de conseguir o visto de residentes permanentes, nossa mudanca, nossos primeiros passos no Canada, e fomos relativamente fieis ao blog ate 2012, quando achamos melhor encerra-lo. Na epoca, nossa primeira filha (ooops, ja dei spoiler que tem mais gente por aqui) tinha menos de 1 ano. 

Mas, quem me conhece sabe da minha paixao por me comunicar, principalmente atraves da escrita. Por muitas vezes pensei em reativar o blog, mas a correria do dia-a-dia acabava me fazendo deixar essa ideia pra la. Acabei me "dedicando" a escrever nas minhas contas do Facebook e Instagram, mesmo que de  forma mais suscinta. A verdade e que eu adoro a ideia de, ao mesmo tempo me expressar, e tambem ter meus textos arquivados. Recordar e viver! Acho uma delicia abrir meu celular e receber lembrancas de anos atras, com textos e fotos. 

Sem querer me gabar, mas muita gente ja me disse que eu deveria escrever um livro. Eu sempre respondo com um sorriso sem graca: "quem sabe um dia?". Acontece que eu me conheco: sou muito desorganizada para elaborar um livro. Amo escrever, mas sem aquela obrigacao! Os textos saem quando quererm, por isso eu gosto da praticidade e rapidez da internet e das redes sociais. 

Eis que hoje, 9 de dezembro de 2020, ano de pandemia, saudades, angustias e incertezas, eu estava na porta da casa de uma amiga conversando (com distanciamento social) e ela - mais uma vez - abordou a possibilidade de eu voltar a escrever no blog. Nao sei se foi o dia, o frio, a lua, os pes congelados, a proximidade do Natal, a vontade de abracar as pessoas, mas hoje eu recebi essa sugestao de um jeito diferente. Nunca perdi a vontade de escrever, mas estou achando que ela (a vontade) agora esta voltando mais forte. Voltei pra casa com isso na cabeca e fui pro computador tentar acessar o blog. Foi quase um parto! Depois de uns 40 minutos quebrando a cabeca, colocando e-mail, senha, recebendo codigo de verificacao, tendo conta de e-mail bloqueada porque o provedor nao se convenceu de que eu sou eu, o Pedro se lembrou de um outro e-mail que ele tinha, e pimba!! O blog se abriu na minha frente! Agora ja posso reviver, na leitura, os primeiros anos da nossa aventura canadense. 

E pra nao me alongar demais, quero deixar registrado neste post de recomeco, o significado do nome deste blog: Ser e Ter. Este foi, na verdade, o nosso lema quando decidimos imigrar. 

"SER feliz num país que nos dê mais qualidade de vida e perspectivas de um futuro promissor e TER tranquilidade para constituirmos uma família, sabendo que nossos filhos poderão viver numa sociedade mais justa e em paz." 

Hoje posso dizer que atingimos nosso objetivo! 

Bora continuar escrevendo nossa historia!

Sejam bem-vindos :) 

*com o tempo vou dar uma modernizada no visual aqui da pagina. Preciso aprender muita coisa! Por enquando ele vai ser estilo "retro" mesmo!

**obrigada pelo empurrao, Sa!!



quinta-feira, 19 de abril de 2012

Blog: Comeco, meio e fim


O início: Boa parte dos blogs que acompanhávamos desde 2007, quando demos entrada no processo de imigração, infelizmente não existem mais. Num primeiro momento, os blogs de imigrantes são uma ferramenta muito legal pra pegar dicas do pessoal que está no Canadá, e que não são achadas nos tradicionais guias de turismo. Além disso, na fase que antecede a espera pelo visto, escrever no blog é uma verdadeira terapia, dividindo sentimentos com o pessoal que está no mesmo barco. Uma das experiências mais legais que o blog nos proporcionou foi ter conhecido muita gente legal ainda no Brasil e depois por aqui.

O meio: Você chegou ao Canadá e vai comecar uma vida nova. São muitas coisas pra resolver e possivelmente vai faltar tempo para o blog. Grande parte do pessoal escreve por um tempo, quando tudo ainda é novidade, mas a tendência é que num futuro próximo o blog acabe.

O fim: Acho que o Facebook foi a verdadeira pá de cal nos blogs. Coisas que certamente seriam publicadas no blog em tempos anteriores, acabam virando um post enxuto na rede social, que atingirá o público-alvo.

No que se refere aos blogs de imigrantes, temos dois opostos: desde aquele que não se identifica e/ou não publica foto pessoal, até aquele que só falta postar o número do RG.
No nosso caso, não chegamos aos extremos acima, mas como o objetivo do blog era principalmente manter família e amigos a par das nossas aventuras por aqui, acabamos disponibilizando bastante informação pessoal.

Bom, toda essa introdução é pra dizer que o blog cumpriu sua missao. Como dito antes, o Facebook acabou o substituindo e, com o nascimento da Clara, a questão da privacidade acabou ficando mais a flor da pele. A gota d'agua foi quando percebemos de perto que há pessoas que, mesmo sem ser do nosso convívio, falam mal pelas costas, provavelmente obtendo parte das informações por aqui. A elas, recomendo a releitura do post "Quando a felicidade incomoda".
Aos demais, que com certeza são a maioria, meu agradecimento por terem acompanhado nossa história.
P.S. Gostaria de encerrar o blog em alto astral, com uma fotinho recente da Clara, nosso maior tesouro e que dinheiro nenhum compra. : )

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Brasil: (quase) 3 anos depois

Amanha a noite embarcamos para o Brasil pela primeira vez desde nossa vinda pro Canada.
Depois de tanto tempo fora de casa, a gente acaba virando "gringo", entao vai ser interessante essa experiencia, perceber as coisas que acontecem na terrinha com "outros olhos". Espero nao me decepcionar muito.

Durante estes quase 3 anos, recebemos varias visitas do Brasil, o que ajudou a diminuir as saudades da familia. Nesse periodo, focamos na nossa adaptacao e agora sim podemos visitar o pais certos de que fizemos a escolha correta.

A Clarinha, como podem ver, ja esta preparada para o verao fora de epoca. Nao sei como sera administrar as saudades dela, que so voltara com a Dani em abril.

Ate a volta!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Happy Holidays!


São os votos de Pedro, Dani e Clara.


Photos by: Yuki Noda

sábado, 8 de outubro de 2011

A mãe que nasceu...



Sem qualquer pretensão de tornar este blog um diário sobre a minha vida de mãe, aqui vai a continuação do post anterior.

Minhas primeiras semanas em casa, na volta do hospital, foram bastante tumultuadas. E não foi só por causa da Clara não!!!
Por falta de instrução da médica, e pura falta de ideia minha, eu deixei de tomar o complemento de ferro que havia começado a tomar dois meses antes do parto, já que o ferro estava baixo no meu sangue.
Resultado: perdi muito sangue na cirurgia e acabei ficando anêmica! Só fui descobrir isso na semana seguinte ao nascimento da Clara, quando fui parar no hospital superinchada, com formigamento nas mãos e pés e sensação constante de desmaio.
Junte-se a isso o corte da cesárea, que não me deixava andar e nem deitar direito, e os altos e baixos dos hormônios que me fizeram chorar, sem motivo aparente, por quase duas semanas! Ah, claro, junte também o fato de eu ter que amamentar a Clarinha a cada duas horas, porque ela tinha que voltar ao peso que tinha quando nasceu.

Para minha sorte, minha mãe e o Pedro me deram a maior força, e eu me transformei numa mamadeira-gigante-quase-ambulante. Sim, porque eu não fazia nada mais do que amamentar a Clara. Ah, sim, e chorar!!! Eu queria conseguir cuidar da minha filha, mas não conseguia!!!

Todas as manhãs, minha mãe me preparava um suco de couve - que no início me causou estranheza, mas que é muito gostoso - e para o almoço e jantar sempre tinha carne, espinafre, beterraba, brocoli, feijão, mais couve... só não chupei prego! Com isso meu nivel de ferro voltou ao normal em cerca de um mês. E o Pedro realmente se transformou num paizão!!! Eu o via curtindo a Clara, tirando fotos, colocando musiquinhas... e não tinha forças pra curtir junto. Não que eu não estivesse feliz... mas esse negócio de hormônio é mesmo muito louco!!!

Engraçado que exatamente um dia antes de eu começar a chorar, uma enfermeira ligou aqui em casa para saber como estavam as coisas (é de praxe isso por aqui. Elas ligam para saber como estão os primeiros dias, se tem alguém me ajudando, como está a amamentação, como o bebê está dormindo, como está a troca de fraldas... enfim, é uma conversa supercompleta - durou uns 40 minutos - sobre os primeiros dias da mãe e do bebê) e uma das perguntas que ela me fez foi se eu estava triste e com vontade de chorar. Lembro que na hora pensei: "que mulher sem noção! Estou passando pelo momento mais feliz da minha vida, e ela pergunta se estou triste?!!"

Conversando com meu médico, ele me tranquilizou. Disse que se eu não tivesse vontade de ficar perto da Clara, ou de amamenta-la, configuraria uma depressão pós-parto - o que não foi o caso!! Apesar de muito cansada, eu estava gostando do fato de ter que amamenta-la a cada duas horas. Era uma maneira de me sentir útil para ela.

Felizmente, do mesmo jeito que veio, o chororô foi embora. A dor do corte ainda me acompanhou por quase um mês... Mas tudo foi se ajeitando!

Minha mãe, que havia chegado 3 dias antes da Clarinha nascer, voltou pro Brasil 3 dias antes dela completar 2 meses. Nesse meio tempo, minha sogra veio pra conhecer a Clara e passou duas semanas aqui com a gente.

Agora somos só nós três! (Ops... semana que vem chega mais visita!! Oba!! Mas essa é uma outra história!)

Estou amando ser mãe! A Clarinha é uma criança muito calminha. Ganhou 2Kg desde que nasceu - está com 4,8. De uns dias pra cá ela começou a dar risadinhas "com som"! Já nos acompanha com os olhos e adora observar o mobile rodando sobre ela no berço!! Ainda acorda no meio da noite para mamar, mas as mamadas, que no início duravam uns 45 minutos, agora não chegam a 15. Tem crises de cólicas de vez em quando, mas todos dizem que somos sortudos, porque ela não é de chorar!! É muito gostoso ver como a cada dia que passa ela vai descobrindo novas coisas!! Eu e o Pedro morremos de orgulho com toda e qualquer coisinha diferente que ela faz!! Ela já dorme no quartinho dela desde que tinha uns 20 dias. E eu durmo de antena ligada no monitor da babá eletrônica! E como ela gosta de tomar banho!!! Fica super quietinha, olhando para mim o tempo todo, e prestando atenção a tudo o que falo pra ela!

Semana passada, quando completou 2 meses, a Clara tomou a primeira bateria de vacinas! Agora ela já está apta a furar as orelhinhas!!! Aqui no Canada não é como no Brasil, que algumas meninas já saem de brinquinhos do hospital, assim que nascem! Aqui a gente precisa apresentar a carteirinha de vacinação... E mesmo já podendo furar as orelhas com alguns meses de vida o pessoal aqui não fura logo não! É possível contar nos dedos o número de meninas que usam brincos lá no day care onde trabalho!

Meus dias com a Clara até que estão movimentados... Agora que estou sozinha com ela tenho muito o que fazer, e aproveito o tempo que ela está dormindo - ela dorme bastante! - para cuidar da casa, da roupa, e de mim! Procuro sair todos os dias de carrinho para ela tomar um pouco de sol - enquanto ele ainda está quentinho! Daqui a pouco os passeios vão ter que ser dentro do shopping!

Estou frequentando, uma vez por semana, um grupo chamado Babyville, com mães e bebês de até 6 meses de idade. Em uma hora e meia, as mães trocam experiências e tiram dúvidas sobre vários tópicos da maternidade, sob a mediação de uma enfermeira.

Enfim... quando nasce uma mãe, nasce junto muito trabalho. E eu acho que tenho desempenhado bem essa minha nova função. Adoro me dedicar à Clara. Ser mãe tem feito de mim uma pessoa melhor (pelo menos assim eu espero!). É preciso ser bom para dar bons exemplos.

E como hoje não estou muito inspirada, vou colar de mim mesma algo que escrevi no Facebook uns dias atrás:

Se eu soubesse que era tão bom, teria sido mãe antes!! E isso inclui ficar acordada de madrugada, tentar decifrar diferentes tipos de choro, e até trocar fraldas recheadas! O fato de ter uma vidinha totalmente dependente de mim, antes me assustava. Hoje faz de mim uma pessoa melhor. O sorrisinho da Clara - ainda que por enquanto involuntário -, as pequenas descobertas do dia-a-dia, o cheirinho gostoso de bebê... compensam as minhas olheiras. Filhos: eu recomendo! =)


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Nasce uma mãe



Logo que a Clara nasceu, o namorado de uma prima, que é estudante de medicina, me disse que os professores dele costumam dizer: "sempre que nasce uma criança, nasce uma mãe". Gostei muito dessa frase e, baseando-me nela, vou contar como tem sido a minha vida desde o meu nascimento, há dois meses. O nascimento da mãe-Daniela.

A vontade de ser mãe sempre foi grande, mas engraçado que quando engravidei, junto com a vontade nasceu um medo!! Uma insegurança... um sentimento de: "eu?!! Mãe?!!" Durante a gravidez esse medo sumiu e eu curti bem cada momento das transformações do meu corpo! Estava adorando ver minha barriga crescer, e graças a Deus tive uma gravidez tranquila (apesar do probleminha da placenta).

Acontece que o tempo passa rápido... e o dia foi se aproximando... e eu tinha que organizar as coisinhas do bebê... e... o medo voltou! Grande! Enorme!!! Beirando o pavor!!!!! As roupinhas estavam lá para eu lavar e organizar, mas eu adiava essa tarefa a cada dia que passava. Logo que eu engravidei e que minha mãe resolveu que viria ficar comigo, ela disse que me ajudaria com as roupas. Mas o que não estava nos planos era que o parto seria antecipado em 18 dias! Resultado: minha mãe, que já estava com passagens compradas, chegaria num sábado e o bebê nasceria na terça-feira seguinte! As roupas tinham que ser organizadas por mim. Não tive escapatória. Lavei tudo e sabe que me diverti?! Coloquei tudo bonitinho em saquinhos plásticos, tirei mil fotos, abria e fechava as gavetas da cômoda umas 50 vezes por dia! O medo sumiu de novo!! Maaaasss... com a chegada da minha mãe, eu me dei conta de que o dia realmente estava se aproximando. Não me esqueço uma cena: minha mãe mexendo nas coisas do bebê, na véspera do parto, e eu petrificada, só olhando. De repente desabei a chorar: "eu não vou conseguiiiirrr!!!! Vou ter uma criança totalmente dependente de mim!! E agora?!!!"

Agora é hora de ir: car seat, mala do baby, mala da mãe... Vamos pro hospital! Terça-feira, 2 de agosto, por volta de 1 da tarde. Eu estava em jejum desde a meia-noite da segunda-feira.

A vantagem de ter tido que fazer cesárea foi esta: hora marcada, sem sustos, nem correria. A desvantagem: fome!!
Fizemos praticamente uma festa no hospital. Além de mim, da minha mãe e do Pedro, tinha mais 6 pessoas lá com a gente, na sala de espera. Nossos fiéis escudeiros. Amigos de todas as horas. Nossa família canadense (brasileira).

Fui informada de que a médica chegaria por volta das 4h30 para a cirurgia. Lá pelas 3, me disseram que ela se atrasaria um pouco, mas que até umas 5h30 ela já estaria no hospital. Às 4 horas eu pedi para me colocarem no soro, porque a sede era grande (a fome, a essas alturas, já tinha até passado!). O tempo foi passando e a ansiedade era geral. Graças à tecnologia e ao meu querido iPhone, fiquei em contato com minha irmã e irmão, várias amigas (do Brasil e daqui) e praticamente todas as minhas primas, que fizeram uma "sala de espera virtual" no Facebook. Bom... quando eram quase 7 da noite a médica apareceu, e ainda teve a coragem de fazer uma piadinha: "vamos deixar a cesárea pra amanhã?" ahamm!!!

Chegou a hora! Fui andando para a sala de cirurgia, não sem antes dar um beijo na minha mãe e amigas. O Pedro foi comigo, mas, antes de deixarem ele entrar entregaram uma roupa verdinha para ele vestir.

A sala de cirurgia me lembrou o laboratório da minha antiga escola. Fria... paredes de azulejo... balcões, pias... Me pediram para sentar na cama estreita e várias pessoas vieram se apresentar. Todas de touca. Todas iguais. Todas sorridentes... menos eu! Eu estava era muito tensa!! Perguntei pelo Pedro, e falaram que ele entraria quando eu estivesse pronta.

Chegou a hora de tomar a anestesia. Não que tenha doído, mas a sensação da agulha entrando nas costas é bem estranha. Lembro que soltei um "ai..." e a enfermeira que estava na minha frente pediu que eu abaixasse a cabeça. Ela estava me "abraçando". E esse é o único rosto - dentre todos os outros que estavam em volta de mim - do qual eu me lembro.

Deitei na cama, com a ajuda de (talvez) umas três pessoas. Braços abertos... soro, aparelho monitorando pressão e coração... Perguntei, mais uma vez, pelo Pedro. A resposta foi a mesma. Comecei a rezar. (Agora preciso fazer um parênteses... alguns dias antes, vi pela internet, a propaganda da Nissan, em que aparecem os "pôneis malditos". E juro - não é piada! - esses pôneis malditos me acompanharam num dos momentos mais importantes da minha vida! Era eu começar um "Pai Nosso... pôneis malditos, pôneis malditos...". Mudei pra "Ave Maria... pôneis malditos, pôneis...") Desisti de rezar. Reconheci a minha médica dentro de uma roupa verde + touca. Ela perguntou: "você está sentindo alguma coisa?" eu disse que não... e ela: "é que eu ainda não comecei a cortar!" Será que essa mulher tá fazendo piada de novo?!! Cadê o Pedro?! Dessa vez não fui em quem perguntou... ouvi alguém perguntar: "doutora, pode chamar o pai?"" e ela: "Ops... ele não está aqui?". Olhei para o lado. Lá estava o Pedro. De touca. Mais um rosto conhecido.

Não sei precisar quanto tempo depois de o Pedro ter chegado, mas foi super rápido: percebi uma movimentação, e a anestesista, que estava o tempo todo do meu lado, disse: "oh, she is so cute!" e eu, imediatamente: "she?!!" - ela: "she!!!". O Pedro: "it's a girl?!" ela: "oh, yeah!" eu: "it's a girl??!" (ninguém respondeu) eu: "é menina, amor?!" hahaha (não que eu me lembre desses diálogos! Está tudo registrado no video que o Pedro gravou). A alegria de ter tido uma menina era tão grande que eu não acreditava! A Clara nasceu!! A minha Clarinha!!!

Nasceu uma mãe. Nasceu um pai. Nasceram avós e avô corujas e tios orgulhosos. Nasceu uma bisavó (a outra já é bisa há muito tempo!) Nasceram tias-bisas, tias e tios-avós, primas e primos-tios. Nasceram até avós postiços, mas não menos amorosos. Nasceu a pessoa mais importante da minha vida. Nasceu a minha filha: Clara Assunção Tuccori.

... to be continued

sábado, 6 de agosto de 2011

Meu nome eh Clarinha


 Ola!

Meu nome eh Clarinha - sou a mais nova integrante desse blog!
Desde a epoca de namoro meus pais ja sabiam que meu nome seria esse.
Eu nasci na ultima terça-feira, dia 2 de agosto, no hospital St. Joseph's em Toronto, as 19:44.
A mamae teve que passar por uma casarea, mas apesar das dores pos-parto, sua recuperaçao esta indo muito bem!

Eu nasci com 2.830kg e 49cm. Hoje pela manha fui ao nosso family doctor (como eh chato ser bilingue), o Dr. Artur, e ele disse que eu estou muito bem de saude! A recepcionista da clinica se apaixonou por mim, me achou very, very pretty! Mas isso nem me causa surpresa, pois logo que sai da barriga da mamae as enfermeiras e medicos ja falaram isso pra mim. Pretty foi a primeira palavra que aprendi em ingles!

O papai eh meu fa numero 1! Quando ele saiu da sala de cirurgia me carregando em seus braços, se deparou com varios amigos a minha espera, doidos pra saber se eu era menino ou menina. Ele nao chorou la dentro, mas fora da sala nao se conteve, e mal conseguiu dar as boas novas: "Eh a Clarinha"!


Todos os amigos estao radiantes aqui no Canada com a minha chegada, e no Brasil ainda mais! Nao veem a hora de eu viajar de aviao e visita-los por la ano que vem.

Eu ja estou em casa - adoro meu quartinho e a decoraçao que a mamae fez com tanto carinho pra mim.
No hospital eu me comportei super bem, mas em casa estou mantendo todos muito ocupados, 24/7, como dizem por aqui.
Muito obrigado por todo carinho desde a epoca da gravidez da mamae!

Agora deixa eu ir pois vou receber minhas primeiras visitas em casa, entao preciso comer e trocar de roupa.

See you soon!

Clarinha